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Telereabilitação: o que é, como funciona e principais benefícios

telereabilitação

A telereabilitação acontece quando há utilização de recursos tecnológicos de informação e comunicação que viabilizam o tratamento à distância. Neste caso, permite que a reabilitação de pacientes com doenças crônicas, deficiências físicas, dentre outras enfermidades seja feita de forma não presencial. 

Mas você sabe como funciona essa prática? No texto a seguir vamos esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, como por exemplo: 

  • O que é telereabilitação? 
  • Como a instituição deve se preparar para realizar telereabilitação? 
  • Boas práticas para a consulta à distância
  • Principais vantagens da prática

Continue a leitura e confira! 

O que é telereabilitação? 

Em resumo, a prática consiste na utilização de tecnologias como suporte para o tratamento de reabilitação de pacientes. Dessa forma, este tipo de recurso viabiliza o acesso do atendimento à população localizada em áreas remotas, além de ser uma solução segura em tempos em que o isolamento social se faz necessário. 

Por exemplo, pacientes portadores de doenças crônicas como a Doença de Parkinson necessitam de exercícios físicos para melhorar suas funções motoras e, logo, sua qualidade de vida. Neste caso, a falta dessas práticas pode contribuir para o agravamento do quadro clínico. 

Portanto, quando o acesso à reabilitação é inviabilizado, a telemedicina surge como principal alternativa para que o tratamento não seja paralisado. 

Além disso, o atendimento de telereabilitação pode ser feito com diversas finalidades, entre as principais estão a prescrição de protocolos de exercícios e medidas de reabilitação, além de acompanhamento do desempenho do paciente.

Como a instituição deve se preparar para realizar telereabilitação? 

Caso sua clínica decida adotar a telemedicina em sua rotina, é necessário se atentar a dois passos fundamentais: treinamento da equipe e preparação de recursos tecnológicos. 

Dessa forma, entre os recursos importantes para a prática, podemos citar: 

  • Uma boa conexão à internet;
  • Itens de apoio como webcam e microfone;
  • Aplicativos e/ou softwares que forneçam uma boa qualidade de áudio e vídeo.

Em relação à equipe, é necessário que todos estejam familiarizados com as particularidades de uma consulta à distância. Por isso, recomenda-se que se realize treinamentos, tanto para introdução dos recursos tecnológicos em suas rotinas quanto para indicação de boas práticas para este tipo de atendimento. 

Além disso, a instituição deve também ter um protocolo bem definido quanto à prática. Ou seja, ter clareza sobre questões como: quais tipos de consultas serão feitas à distância? Qual dispositivo será utilizado? 

Boas práticas para esse serviço

  • Escolha um ambiente privado e bem iluminado para realizar a consulta e solicite o mesmo ao paciente;
  • Caso utilize a chamada por vídeo, peça o telefone do paciente para caso a conexão falhe seja possível prosseguir com a consulta;
  • Certifique ao paciente de que a conexão é confidencial e segura;
  • Esteja com o prontuário do paciente próximo a você;
  • Registre tudo da mesma forma que é se faz em uma consulta padrão; 
  • Certifique-se de que o paciente não deseja mais nenhum esclarecimento;
  • Documente a consulta no prontuário do paciente.

Quando recorrer à telemedicina na reabilitação? 

Em suma, a telereabilitação é uma alternativa para situações em que a consulta presencial é impossibilitada por algum motivo ou ainda com a finalidade de otimizar o atendimento médico. Dessa forma, entre as situações mais comuns para uso da telemedicina podemos citar: 

  • Check-ups e avaliações de rotina de doenças crônicas, especialmente se o paciente estiver em casa e tiver equipamentos de monitorização;
  • Por razões administrativas, como reimpressão de atestados e renovação de receitas médicas, por exemplo; 
  • Qualquer condição na qual seja pior ir à instituição de saúde pessoalmente do que ficar em casa.

Cabe à instituição decidir qual é o meio e o dispositivo mais adequado para a realização da consulta à distância. 

Além disso, o uso do vídeo é interessante para situações em que é necessário avaliar as condições do paciente. Neste caso, é possível, inclusive, realizar um exame físico limitado, especialmente se o paciente tem equipamentos para monitorização ou avaliação em casa e tem segurança de como usá-los. 

Principais vantagens da telereabilitação 

A telemedicina é uma medida que já vem sendo utilizada por diversas instituições de saúde pelo mundo. São inúmeras as vantagens que se alcança a partir de sua utilização na rotina médica, sendo as principais delas: 

  • Redução de custos operacionais quando comparados às consultas tradicionais;
  • Melhora na qualidade do atendimento; 
  • Torna o tratamento mais acessível a todos, inclusive à população localizada em regiões remotas; 
  • Permite a continuidade do tratamento em situações em que o deslocamento pode representar um risco, como é o caso de uma pandemia, por exemplo;
  • Maior conforto para os pacientes;
  • Aumento da produtividade da equipe envolvida na reabilitação. 
  • Leia também: Teleconsulta: o que é, como funciona e principais vantagens

FAQ sobre telereabilitação

Quais indicadores operacionais devem ser acompanhados na telereabilitação?

Além de adesão e evolução clínica, é essencial monitorar taxa de comparecimento remoto, tempo médio por sessão, taxa de abandono por etapa do tratamento e produtividade por profissional.

Como estruturar a jornada do paciente na telereabilitação?

O ideal é definir protocolos com etapas claras: triagem inicial, avaliação funcional, plano terapêutico estruturado, acompanhamento periódico e reavaliações com critérios objetivos.

Quais riscos operacionais precisam ser mitigados?

Falhas de conexão, baixa adesão e execução incorreta dos exercícios. Isso pode ser reduzido com orientações padronizadas, materiais de apoio e checklists clínicos.

Como garantir qualidade clínica no atendimento remoto?

Padronizando protocolos, utilizando escalas validadas de evolução funcional e mantendo supervisão periódica dos profissionais.

Quando a telereabilitação não é indicada?

Casos com necessidade de intervenção física direta, pacientes com limitações cognitivas severas ou ausência de suporte mínimo para execução dos exercícios.

Qual o impacto financeiro da telereabilitação para a clínica?

Redução de custo com espaço físico, aumento da capacidade de atendimento por agenda e possibilidade de ampliar cobertura geográfica.

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